Dia Mundial do Orgulho Autista: Tempo de celebrar habilidades e individualidades


Na terça-feira, 18 de junho, celebraremos o Dia Mundial do Orgulho Autista, uma data dedicada a reconhecer e valorizar as habilidades e conquistas das pessoas no espectro do autismo. Segundo a advogada e escritora, Nathalia Lauermann Tassinari, “é essencial potencializar a percepção sobre os autistas, especialmente adultos que estão descobrindo agora esta condição e se destacam em diversas áreas profissionais. Essas pessoas são exemplos de sucesso, ocupando cargos de liderança em repartições públicas e atuando em diferentes setores, cada uma com seu perfil único”.

Desmistificando o Autismo

O autismo ainda é cercado por muitos estereótipos e equívocos. Muitas pessoas veem os autistas apenas como indivíduos que evitam luminosidade, barulho e toque. No entanto, essa visão é limitada e não reflete a diversidade deste espectro. Cada autista possui sua individualidade, e é crucial entender esse universo de forma abrangente.

Durante a cheia histórica no Rio Grande do Sul, Nathalia atuou como voluntária em um abrigo específico para famílias atípicas. Lá, ela observou a realidade das crianças autistas desde a hora em que acordavam até a hora de dormirem. "Vi muitas crianças carinhosas e falantes, o que reforça que cada uma delas é única e que precisamos desmistificar o esteriótipo de que as pessoas com autismo não falam ou não gostam de abraços, por exemplo. Cada um tem o seu jeitinho e isso precisa ser respeitado. Existem sim as pessoas com autismo não verbais, as que não gostam de contato físico de interagir, assim como tem os que socializam de forma mais abrangente”, comenta a advogada. Essa experiência prática destacou ainda mais a necessidade de Nathalia de reconhecer a individualidade de cada autista e romper com preconceitos.

A importância do cordão de girassol

O cordão de girassóis é um símbolo que identifica pessoas com deficiências ocultas, aquelas que não são facilmente perceptíveis no cotidiano. Em 17 de julho de 2023, o Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015) reconheceu este acessório como símbolo nacional de identificação de pessoas que vivem dentro destas condições. “O autismo é uma dessas deficiências, e muitas vezes não é visível à primeira vista, o que pode levar a mal entendidos em situações como o uso de filas preferenciais”, exemplifica a escritora.

                     

Autismo: Quando o diagnóstico chega

A advogada e escritora está trabalhando no lançamento do livro “Autismo: Quando o diagnóstico chega”, onde participa como co-autora da obra abordando o caminho jurídico a ser percorrido após a confirmação do diagnóstico.

Nathalia destaca também o grande número de diagnóstico de pessoas adultas e o   quanto a identificação do espectro autista na idade adulta impacta na vida das pessoas e daqueles que estão ao seu redor, e o que vem passado o momento desta descoberta. Neste ponto chegam às respostas para questionamentos feitos durante toda a sua existência, como “agora eu sei por que não conseguia fazer ou não gostava de tal coisa”. É a partir deste momento que segundo ela, os autistas encontram um norte de onde é possível seguir, a partir do diagnóstico. “Para auxiliar nesta nova etapa após a confirmação do diagnóstico, a leitura aborda questões de direitos, médicos, terapias, e todas as informações necessárias após a descoberta”, destaca.

Diário Azul

Dentro desta mesma temática a advogada já está na quarta edição do livro Diário Azul, lançado pela primeira vez em 2020. O projeto desenvolvido pela Causa Nobre, tem a co-autoria de Nathalia que desde a primeira edição aborda os direitos e garantias das pessoas com autismo.  A obra tem o intuito de trazer luz ao tema do autismo, informando a sociedade, diminuindo preconceitos e aumentando a empatia e as políticas públicas voltadas para a causa. Contribuindo assim, para conscientizar e inspirar as pessoas a compreender melhor as necessidades e desafios enfrentados por pessoas autistas.

Sobre a data

O Dia Mundial do Orgulho Autista é uma oportunidade para celebrar a diversidade e as capacidades das pessoas no espectro do autismo. É um momento para reconhecer suas conquistas, promover a compreensão e desafiar os preconceitos. Com iniciativas como os livros “Autismo: Quando o diagnóstico chega” e "Diário Azul", além do reconhecimento do cordão de girassóis e o que apresenta a imagem de peças de um quebra cabeças, estamos avançando para uma sociedade mais inclusiva e empática. “Vamos celebrar o orgulho autista e continuar trabalhando para um mundo onde todas as individualidades sejam respeitadas e valorizadas”, convida a escritora e advogada que também relata ser seguidamente questionada sobre a sua caminhada em prol dos autistas e se possui filhos ou familiares autistas. Nathalia diz que quando foi convidada pela Causa Nobre para participar como co-autora do livro Diário Azul aceitou na hora e mergulhou nesse universo, buscando informações e se especializando cada vez mais, tendo inclusive feito o curso de pós graduação   em Transtorno do Espectro Autista TEA.

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